segunda-feira, 7 de maio de 2012

Micropatriologia


Micropatriologia é o estudo do fenômeno micronacional, dos fatores políticos, culturais, históricos, sociológicos, jurídicos e filosóficos que possibilitam, caracterizam e movem a prática do micronacionalismo. O estudioso da micropatriologia recebe o nome de micropatriólogo.

Às vezes grafada incorretamente como "micropatrologia" (o radical patro-, em latim, diz respeito a "pai", não a "pátria"), a palavra micropatriologia é composta pela justaposição do termo grego micro-, "pequeno", o latim patria-, "pátria", e o grego logos, "conhecimento". Micropatriologia - como a etimologia sugere - é o estudo sistemático dos pequenos países.

A micropatriologia abre questionamentos e promove reflexões sobre o que é, como deve ser, de onde vem e para onde vai o micronacionalismo; é indagação filosófica que visa entender, interpretar e transformar o fenômeno micronacional. E é tão antiga quanto o próprio micronacionalismo, visto que, desde o princípio, os micronacionalistas puseram-se a pensar sobre a sua prática tão peculiar.


Tipos de micronação

Segundo a teoria micropatriológica clássica (desenvolvida por Robert Ben Madison, Pedro Aguiar e Fabrice O'Driscoll, entre outros), o movimento micronacional se divide, classicamente, em quatro tipos de micronação:

Micronações derivatistas: as que se utilizam somente de elementos reais; seus membros utilizam-se de nomes verdadeiros, a nação localiza-se, geralmente, onde mora seu líder ou fundador, e sua história começa a partir de sua fundação, sem qualquer elemento fictício; como exemplo, Talossa;

Micronações modelistas: as que misturam a ficção com a realidade; seus membros podem usar pseudônimos, mas jamais assumir personagens distintos. Sua localização pode ser em qualquer lugar do globo terrestre, mesmo que nem um cidadão sequer seja morador daquela localidade. Podem adotar histórias fictícias até o dia de sua fundação, e a partir daí começa a ser escrita sua verdadeira história. Os modelistas têm plena noção de serem praticantes de um hobby, uma simulação. Exemplos célebres são Porto Claro e Marajó;

Micronações peculiaristas: são quase que completamente fictícias; seus membros podem assumir vários personagens, inclusive não-humanos, sua localização pode ser em um outro planeta ou dimensão e sua história é sempre fantástica. Nenhuma micronação é melhor exemplo desta subdivisão do que ´Llome. Existem graus de peculiarismo: uma nação assim classificada pode ter, por exemplo, localização em Saturno e habitantes não-humanos, mas seus acontecimentos são verdadeiros, e ela é extremamente activa. Por outro lado, pode uma micronação peculiarista localizar-se na Bolívia e seus acontecimentos, mesmo diários, serem fruto da imaginação de seus membros;

Micronações virtualistas: as que, apesar de terem caracteres de qualquer uma das três categorias retromencionadas, consideram-se "países irreais" ou até "cidades virtuais"; porém cremos ser esta classificação errônea pelo simples fato de não serem micronações, e sim jogos de RPG "on-line", que vêm e vão num piscar de olhos. Seriam exemplos as defuntas Web Island e Santa Clara. Acredita-se que a palavra "virtual" seja uma antítese de "micronação", já que uma micronação é formada de pessoas reais, que protagonizam acontecimentos reais.

Fonte: http://pt.micronations.wikia.com/wiki/Micropatriologia

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